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PCA na prática: como transformar audiometria em prevenção auditiva

Audiometria identifica alterações; prevenção exige controlar exposição. A NR-7 diferencia aferição anual, calibração e aferição biológica.

Atualizado em

O PCA deve conectar exposição ao ruído, medidas de engenharia, organização do trabalho, proteção auditiva e vigilância médica. Segundo o Anexo II da NR-7, o audiômetro passa por aferição acústica anual; calibração quando a aferição indicar alteração, no prazo recomendado pelo fabricante ou a cada cinco anos se não houver indicação; e aferição biológica antes dos exames.

Audiometria não controla ruído

O exame acompanha a audição e ajuda a reconhecer alterações, mas não reduz a exposição. O PCA precisa atuar na fonte, propagação, tempo de exposição, manutenção e organização.

Resultados devem retroalimentar PGR e PCMSO sem expor dados médicos individuais.

Aferição e calibração não são sinônimos

A NR-7 exige aferição acústica anual. A calibração acústica ocorre quando a aferição indicar alteração, quando o fabricante recomendar e, sem indicação, a cada cinco anos.

Antes dos exames, o controle aplicável é a aferição biológica. A calibração segue suas hipóteses próprias e não deve ser confundida com a verificação que antecede a rotina de exames.

Técnico analisando gráfico audiométrico
Análise de audiometria como base para o PCA

Quando realizar audiometria

Para empregados abrangidos pelo Anexo II, o exame é realizado no mínimo na admissão, anualmente e na demissão, observadas as demais regras e a avaliação médica.

Repetições adicionais dependem das condições previstas, do resultado e da decisão médica. Reaudiometria semestral não deve ser apresentada como regra genérica por grau de risco.

Cruze saúde e exposição

Analise função, grupo exposto, jornada, níveis e características do ruído, protetores, treinamento, manutenção e histórico. Alterações coletivas podem indicar falha de controle ou seleção inadequada.

Um índice interno pode apoiar prioridades, mas precisa ser identificado como ferramenta própria e não como requisito da NR-7.

Operários usando protetores auriculares
Uso adequado de EPIs auditivos

Priorize engenharia

Substituição, enclausuramento, isolamento, manutenção e redução na fonte vêm antes da dependência exclusiva de protetor. A escolha deve considerar viabilidade e hierarquia de controle.

Proteção individual continua importante para risco residual e precisa de seleção, ajuste, uso e verificação compatíveis.

Verifique eficácia

Acompanhe exposição, adesão, manutenção, resultados coletivos e ações. Uma audiometria arquivada sem análise não demonstra prevenção.

Registre decisões, responsáveis, prazos e evidências de que a exposição ou o risco diminuíram.

Perguntas frequentes

Qual verificação deve preceder os exames audiométricos?

A aferição biológica deve preceder os exames. A aferição acústica é anual e a calibração ocorre nas hipóteses previstas na NR-7.

Audiometria anual é suficiente para prevenir perda auditiva?

Não. Ela integra a vigilância; a prevenção depende principalmente do controle da exposição.

Quando a audiometria deve ser realizada?

Para os empregados abrangidos, no mínimo na admissão, anualmente e na demissão, observadas as demais regras do Anexo II e a avaliação médica.

Fontes verificadas

Referências desta atualização

Informação conferida em 2 fontes em 29/08/2026.

  1. NR-7 — PCMSO, Anexo IIMinistério do Trabalho e Emprego
  2. NR-1 — texto oficial vigenteMinistério do Trabalho e Emprego

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