Entenda como um ar-condicionado usa 1 kW elétrico para retirar 3,5 kW de calor. Ciclo de refrigeração, COP, exercícios e simulador.
Uma conta que parece impossível — até escolhermos o sistema certo
Se um ar-condicionado consome 1 kW de potência elétrica, como pode retirar 3,5 kW de calor de um ambiente? A pergunta parece apontar para uma máquina que entrega mais energia do que recebe. Mas falta uma entrada na conta: a energia térmica que já estava no ambiente interno. A tomada fornece o trabalho necessário para transferir essa energia ao exterior.
O aparelho não fabrica uma substância chamada frio. Ele mantém um circuito capaz de absorver calor de um lado e rejeitá-lo do outro. Neste artigo da série Engenharia, edição 002, vamos acompanhar esse circuito, resolver dois exercícios e experimentar um simulador de COP. O valor 3,5 é uma hipótese didática de desempenho, não uma promessa para qualquer modelo ou clima.
Calor, temperatura e potência: três ideias que não são intercambiáveis
Temperatura descreve o estado térmico; calor é energia em trânsito por diferença de temperatura. Uma sala pode receber energia do sol, das paredes, de pessoas, de computadores e do ar que entra. Para reduzir ou manter sua temperatura, a refrigeração precisa lidar com esses ganhos e com a energia armazenada nos materiais. O ambiente é mais complexo do que uma caixa contendo apenas ar.
O watt mede uma taxa de transferência de energia: 1 kW corresponde a 1.000 joules por segundo. Já o kWh mede energia acumulada ao longo do tempo. Se a potência elétrica permanecer em 1 kW durante uma hora, o consumo será 1 kWh. Se o calor removido permanecer em 3,5 kW no mesmo intervalo, a energia térmica retirada será 3,5 kWh. São grandezas de mesma dimensão energética, mas com origens e destinos diferentes.
A frase popular “produzir frio” descreve uma sensação, não o balanço físico. A serpentina interna fica suficientemente fria para receber calor do ar. O refrigerante circula dentro de tubos; o ar do cômodo passa pelo lado de fora desses tubos e retorna ao ambiente. Em um split comum, não é necessário mandar esse ar para a unidade externa.
Os quatro componentes do ciclo de compressão de vapor
O evaporador recebe refrigerante a baixa pressão. No caso convencional, parte importante da absorção de calor ocorre durante sua vaporização. O fluido sai em forma de vapor, normalmente com algum superaquecimento para proteger o compressor. O ventilador interno favorece a troca térmica entre o ar e a serpentina; ele não é o responsável por criar a baixa temperatura do refrigerante.
O compressor recebe vapor e fornece trabalho ao fluido, elevando sua pressão e sua temperatura. Depois, no condensador, o refrigerante quente rejeita calor ao meio externo, passando de vapor a líquido em parte do percurso. O exterior pode estar mais quente que o cômodo e ainda assim receber calor, porque o refrigerante no condensador está mais quente que o ar externo.
O dispositivo de expansão restringe o escoamento e reduz a pressão. Para um estrangulamento aproximadamente adiabático, sem trabalho e com variações desprezíveis de energia cinética e potencial, a entalpia permanece aproximadamente constante: h₃ ≈ h₄. Parte do líquido vaporiza e a mistura retorna ao evaporador. Não é uma pequena turbina produzindo trabalho, nem se deve explicar a queda de temperatura apenas pela lei dos gases ideais.
O ciclo se repete em circuito fechado. As funções dependem do modo de operação: num equipamento reversível em aquecimento, a serpentina interna atua como condensador. Nos diagramas deste artigo, a disposição interna/externa corresponde ao modo de refrigeração.
Fonte: CYCLE_D-HX — Technical Note 2134 →
| Componente | O que acontece com o refrigerante | Interação principal |
|---|---|---|
| Evaporador | Baixa pressão; absorção de calor e vaporização | Calor entra no circuito |
| Compressor | Compressão do vapor; aumento de pressão e temperatura | Trabalho entra no circuito |
| Condensador | Rejeição de calor; condensação | Calor sai do circuito |
| Expansão | Queda de pressão; mistura líquido–vapor | Sem trabalho útil no modelo idealizado |
Primeira Lei: para onde vai a energia?
Para um ciclo em regime permanente, desprezando perdas para outros destinos e mudanças de energia cinética e potencial, o balanço é Q̇_H = Q̇_L + P. Q̇_L é a taxa de calor absorvido no lado frio; Q̇_H é a taxa rejeitada no lado quente; P é a potência que entra no sistema. O ponto sobre Q indica uma taxa. Sem o ponto, Q costuma representar energia, em joules ou kWh; W costuma representar trabalho, não potência.
A fronteira escolhida importa. Num modelo do circuito refrigerante, P é o trabalho efetivamente fornecido ao fluido pelo compressor. Na avaliação elétrica do equipamento completo, entram também motor, eletrônica e ventiladores. Para o exemplo e o simulador, usamos a potência elétrica total e a capacidade líquida removida do cômodo, supondo que toda essa potência termine como calor no exterior. Essa hipótese fecha o balanço global, sem afirmar que toda energia elétrica chega ao refrigerante como trabalho de eixo.
Por isso, os 4,5 kW do exemplo representam a rejeição total ao exterior no modelo adotado. O calor que atravessa apenas a serpentina condensadora pode diferir desse total, conforme as perdas do motor, o local dos ventiladores e a definição da capacidade medida. A simplificação é útil desde que não se misturem fronteiras de ensaio e de cálculo.
Fonte: Applications of Thermodynamics: Heat Pumps and Refrigerators →
COP: quanto calor conseguimos mover por unidade de potência?
O coeficiente de desempenho de refrigeração é COP_R = Q̇_L / P. Se ambas as taxas forem expressas em kW, as unidades se cancelam. Um COP de 3,5 significa remover 3,5 unidades de energia térmica do lado frio para cada unidade de energia elétrica consumida, nas condições e na fronteira declaradas.
Isso não equivale a converter eletricidade em uma energia nova com rendimento de 350%. A função útil é transportar calor que já existe, e não transformar exclusivamente a entrada elétrica em saída útil. O COP mede essa tarefa de transporte; o rendimento de um motor mede outra tarefa. Comparar os dois como se fossem a mesma razão esconde a entrada térmica do ambiente.
Para uma carga fixa de 3,5 kW, P = Q̇_L / COP_R. Com COP 2,5, a potência calculada é 1,4 kW; com COP 3,5, é 1,0 kW; com COP 5,0, é 0,7 kW. É uma comparação matemática de cenários, não um ensaio entre aparelhos. Para comparar produtos reais, mantenha iguais as condições de teste e confira quais consumos estão incluídos.
Exercício resolvido: 1 kW elétrico, 3,5 kW retirados, 4,5 kW rejeitados
Enunciado: um sistema opera com potência elétrica total P = 1,0 kW e COP de refrigeração igual a 3,5. Qual é a capacidade líquida de retirada de calor do cômodo? Qual é a rejeição total ao exterior? Adote regime permanente e a fronteira global simplificada definida acima.
Passo 1 — use a definição de COP: Q̇_L = COP_R × P = 3,5 × 1,0 = 3,5 kW. O calor vem do ambiente refrigerado; não nasce na tomada. Passo 2 — aplique a conservação da energia: Q̇_H = Q̇_L + P = 3,5 + 1,0 = 4,5 kW. O exterior recebe a energia retirada do cômodo e a energia elétrica consumida.
Passo 3 — interprete durante uma hora de funcionamento constante: entram 1,0 kWh de eletricidade e 3,5 kWh de energia térmica, enquanto saem 4,5 kWh de energia térmica. Não há sobra nem déficit. Isso também explica por que o ar expelido pela unidade externa pode aquecer uma varanda pouco ventilada: a rejeição térmica precisa encontrar um destino.
| Grandeza | Taxa | Energia em 1 hora |
|---|---|---|
| Eletricidade consumida P | 1,0 kW | 1,0 kWh |
| Calor líquido retirado Q̇_L | 3,5 kW | 3,5 kWh |
| Calor total rejeitado Q̇_H | 4,5 kW | 4,5 kWh |
Laboratório: altere a potência e o COP
Use os dois campos abaixo para investigar o balanço. Ao mudar o COP com potência fixa, muda a capacidade calculada; ao mudar a potência com COP fixo, todas as taxas aumentam proporcionalmente. Os inputs são hipóteses fornecidas pelo leitor: o simulador não prevê o COP de um produto nem verifica o limite termodinâmico para temperaturas específicas.
O resultado em BTU/h corresponde somente ao calor retirado. O diagrama acompanha os valores e distingue os dois fluxos de entrada do fluxo de saída. Campos vazios, negativos, zero ou valores não finitos não produzem resultados. A precisão exibida serve para acompanhar as contas, não caracteriza uma medição.
Experimente o balanço de energia
Altere os valores e acompanhe as duas entradas e a saída. O cálculo acontece no seu navegador.
- Calor líquido retirado Q̇_L (kW)
- 3,50
- Calor total rejeitado Q̇_H (kW)
- 4,50
- Capacidade de refrigeração (BTU/h)
- 11.942
Do ambiente interno: 3,50 kW
Eletricidade: 1,00 kW
Para o exterior: 4,50 kW
3,50 + 1,00 = 4,50 kW
Estimativa didática em regime permanente: capacidade líquida de resfriamento e potência elétrica total; toda a potência termina como calor no exterior. A rejeição total pode diferir do calor que atravessa apenas a serpentina condensadora. Não prevê COP, não verifica temperaturas nem dimensiona um aparelho.
BTU/h, tonelada de refrigeração e o segundo exercício
BTU é uma unidade de energia; BTU/h é uma taxa de energia e, portanto, uma capacidade térmica. Usando o BTU International Table, 1 kW ≈ 3.412,14 BTU/h. Assim, 3,5 kW correspondem a aproximadamente 11.942 BTU/h. Uma tonelada de refrigeração, ou TR, equivale a 12.000 BTU/h ≈ 3,517 kW. A palavra tonelada aqui não indica o peso do aparelho.
Exemplo 2: suponha capacidade de refrigeração de 12.000 BTU/h e potência elétrica total de 1,1 kW, obtidas na mesma condição de operação. Converta a capacidade: Q̇_L = 12.000 / 3.412,14 ≈ 3,517 kW. Depois, COP_R = 3,517 / 1,1 ≈ 3,20. No balanço global simplificado, a rejeição seria aproximadamente 4,617 kW.
Não conclua que um aparelho de 12.000 BTU/h consome 3,517 kW elétricos. Esse número descreve a capacidade térmica. A potência elétrica depende do desempenho, do controle e das condições. Também não se deve dividir uma capacidade nominal por uma potência instantânea obtida em outra situação e chamar o quociente de COP nominal.
EER e IDRS: ler a etiqueta sem misturar indicadores
O EER expresso em BTU/(W·h), também escrito Btu/Wh, é a capacidade em BTU/h dividida pela potência em watts. Para os mesmos dados e a mesma condição, EER ≈ 3,41214 × COP_R. Logo, COP 3,5 corresponde a EER ≈ 11,94 Btu/Wh. Alguns documentos usam EER em W/W; nesse caso, o valor numérico coincide com o COP de refrigeração quando as definições de ensaio coincidem. A unidade precisa acompanhar o número.
O desempenho sazonal reúne condições de operação e cargas ao longo de um perfil de uso, em vez de descrever apenas um ponto. No Brasil, a etiqueta do Inmetro utiliza o Índice de Desempenho de Resfriamento Sazonal, IDRS, e informa consumo anual padronizado. IDRS não deve ser tratado como o COP instantâneo do nosso exercício nem convertido automaticamente pela relação usada para EER em Btu/Wh.
O consumo anual da etiqueta oferece uma base de comparação padronizada; não prevê exatamente a conta da sua casa. Horas de uso, clima, ganhos solares, isolamento, ocupação e ajuste de temperatura mudam o resultado. Para comparar equipamentos, consulte o Sistema PBE do Inmetro, a capacidade e os indicadores sob o mesmo procedimento de avaliação.
Segunda Lei: por que o COP não pode crescer sem limite?
A Primeira Lei fecha a conta da energia. A Segunda Lei limita os processos que podem realizá-la. O calor passa espontaneamente do mais quente ao mais frio; sustentar uma transferência no sentido contrário exige uma compensação, aqui fornecida pelo trabalho. Cada troca local continua seguindo seu gradiente: o ar interno aquece o evaporador frio, e o condensador quente aquece o ar externo.
Para um refrigerador reversível ideal entre dois reservatórios a temperaturas constantes, o limite é COP_R,Carnot = T_L / (T_H − T_L), com temperaturas absolutas em kelvin. Um exemplo teórico próprio, T_L = 280 K e T_H = 315 K, resulta em COP máximo igual a 8. Esse resultado não prevê o desempenho de um split: compressão real, estrangulamento, diferenças finitas de temperatura e perdas introduzem irreversibilidades.
Quanto maior a diferença entre os níveis térmicos de evaporação e condensação, mais exigente tende a ser a operação. Não use diretamente o ajuste do controle remoto e a temperatura meteorológica como se fossem temperaturas do refrigerante nos trocadores. Há diferenças necessárias para transferir calor, além de superaquecimento, sub-resfriamento e quedas de pressão. O teto de Carnot é uma referência de princípio, não uma etiqueta de mercado.
O COP real depende do conjunto: clima, manutenção, controle e carga
Uma temperatura externa elevada dificulta a rejeição de calor. Filtros obstruídos e serpentinas sujas prejudicam o escoamento e a troca térmica; uma unidade externa instalada em espaço inadequado pode recircular ar quente. O resultado depende do sistema e de sua operação, portanto não existe uma porcentagem universal de economia que possa ser atribuída a uma limpeza ou a um ajuste isolado.
O inverter permite modular a rotação do compressor e adequar a capacidade à demanda dentro de sua faixa de operação. Pode evitar parte das perdas associadas a ciclos de liga/desliga e melhorar o desempenho em carga parcial. Mas a palavra inverter não define sozinha o COP: instalação, faixa de carga, condições de teste e consumo auxiliar continuam importantes.
A capacidade total inclui a parcela sensível, que reduz temperatura, e a parcela latente, associada à remoção de umidade por condensação. Em clima úmido, parte do efeito útil não aparece como queda direta da temperatura do ar. A água do dreno vem da umidade do ar; não deve ser confundida com vazamento de refrigerante.
Para estimar consumo sob potência constante, E_el = P × t. Com 1 kW durante 8 horas, seriam 8 kWh; com tarifa hipotética de R$ 1,00/kWh, R$ 8,00. Na prática, a potência varia: é necessário integrar ou medir o consumo ao longo do período. COP não substitui cálculo de carga térmica, seleção de capacidade ou verificação de instalação.
Fonte: Field Validation of Air-Source Heat Pumps for Cold Climates 2021–2023 →
Da geladeira à bomba de calor: a mesma física, objetivos diferentes
A geladeira busca retirar calor de um compartimento; o ar-condicionado, de um ambiente ocupado; uma câmara fria, de produtos e do espaço de armazenamento. A bomba de calor em aquecimento utiliza o calor rejeitado no lado quente como efeito útil. Num mesmo ciclo e com a mesma fronteira, COP_H = Q̇_H / P = COP_R + 1. No exemplo, o lado quente entregaria 4,5 kW para 1 kW de entrada, mas isso não prevê o desempenho do aparelho ao mudar de modo ou de temperaturas.
Deixar a porta da geladeira aberta não refrigera o cômodo como um split. O calor retirado é devolvido ao mesmo recinto, junto com a energia elétrica consumida, causando aquecimento líquido no balanço global. A engenharia resolve isso separando onde absorver e onde rejeitar energia, e planejando ventilação, trocadores e controle.
Em edifícios e processos industriais, entender esses fluxos ajuda a pensar em isolamento, recuperação de calor, refrigeração de equipamentos e consumo de energia. A edição anterior da série mostrou como o diâmetro muda a perda de carga e o bombeamento. Aqui, o raciocínio é semelhante: definir o sistema, acompanhar as unidades e interpretar o resultado antes de tomar uma decisão.
O ar-condicionado parece um paradoxo apenas até entendermos sua missão real: usar trabalho para transportar calor. O encanto está em organizar propriedades do fluido, pressão e trocas térmicas num ciclo que torna o conforto possível. Quando enxergamos as duas entradas e a saída, o número 3,5 deixa de parecer mágica e passa a contar uma história coerente de engenharia.
Perguntas frequentes
O ar-condicionado cria frio?
Ele remove energia térmica do ambiente e a transfere ao exterior. A sensação de frio resulta da redução de temperatura e das condições de conforto, mas não existe uma criação de frio como fluxo energético. No modo de refrigeração, o evaporador absorve calor e o condensador o rejeita.
O que é COP no ar-condicionado?
É a razão entre a capacidade de retirada de calor e a potência consumida, usando a mesma fronteira e condição. COP 3,5 significa 3,5 kW térmicos removidos por 1 kW elétrico no exemplo. O coeficiente é adimensional; o valor real depende da operação e da definição de ensaio.
Como calcular o calor removido?
Multiplique a potência pela razão de desempenho: Q̇_L = COP_R × P. Com 1 kW e COP 3,5, obtêm-se 3,5 kW de capacidade térmica. Para energia acumulada, é preciso considerar o tempo e a variação dessas taxas. Uma potência instantânea não descreve sozinha o consumo mensal.
Por que a rejeição é maior que o calor retirado?
No balanço global simplificado, a energia elétrica consumida também termina como calor no exterior. Assim, Q̇_H = Q̇_L + P: 3,5 + 1,0 = 4,5 kW. A rejeição total do sistema não é necessariamente idêntica à transferência que ocorre somente na serpentina condensadora.
COP 3,5 significa rendimento de 350%?
Não no sentido de conversão exclusiva da eletricidade em energia útil. O sistema transporta calor já presente no ambiente. COP compara esse transporte com a energia necessária para realizá-lo. Há outra entrada energética, e a conservação da energia continua válida.
Quanto são 12.000 BTU/h em kW?
Aproximadamente 3,517 kW de capacidade térmica, usando o BTU International Table. Isso não é a potência elétrica consumida. Se a entrada elétrica for 1,1 kW na mesma condição, o COP calculado será aproximadamente 3,20. BTU/h e kW medem taxas; BTU e kWh medem energia.
Qual a relação entre COP e EER?
Quando EER está em Btu/Wh, EER ≈ 3,41214 × COP, para as mesmas condições e fronteira. COP 3,5 corresponde a aproximadamente 11,94 Btu/Wh. Se EER estiver em W/W, confira a definição: o número pode coincidir com COP_R. Não aplique essa conversão a índices sazonais como IDRS.
Inverter sempre tem o mesmo COP?
Não. A modulação do compressor permite ajustar capacidade, mas o desempenho depende da carga, das temperaturas, dos trocadores, do controle e dos consumos auxiliares. Compare indicadores padronizados e condições de ensaio, não apenas a presença da tecnologia inverter no nome do produto.
A calculadora indica o tamanho do ar-condicionado?
Não. Ela fecha um balanço com potência e COP informados pelo leitor. Não calcula ganhos solares, isolamento, ocupação, umidade ou ventilação, e não prevê COP a partir do clima. Dimensionar exige avaliar a carga térmica e selecionar capacidade e instalação compatíveis.
Abrir a geladeira resfria o quarto?
Com a rejeição ocorrendo no mesmo quarto, o balanço global produz aquecimento líquido correspondente à energia elétrica consumida. O calor retirado do compartimento retorna ao recinto junto com essa entrada. Para refrigerar o quarto, o sistema precisa rejeitar calor fora da região que se deseja resfriar.
Referências desta atualização
Informação conferida em 8 fontes em 11/10/2026.
- Applications of Thermodynamics: Heat Pumps and RefrigeratorsOpenStax
- Refrigerators and Heat PumpsOpenStax
- CYCLE_D-HX — Technical Note 2134NIST
- The SI GuideASHRAE
- Home Cooling 101U.S. Department of Energy
- Nova etiqueta para condicionadores de arInmetro
- Sistema PBE para consulta dos produtos etiquetadosInmetro
- Field Validation of Air-Source Heat Pumps for Cold Climates 2021–2023DOE / NREL
